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O Ócio Produtivo
 
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 Sem título

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AutorMensagem
João Barbosa



Mensagens : 67
Data de inscrição : 14/10/2009

MensagemAssunto: Sem título   Seg Fev 15, 2010 2:14 pm

Estou escrevendo um romance sobre a ditadura dos mais velhos (vejam o tópico nas discussões). Aí estão os primeiros capítulos. Vou publicando de acordo com o avanço do trabalho. Mandem suas opinões.


I A família

Lúcia e Alberto não tinham uma vida extraordinária. Sua trajetória confunde-se com a da maioria dos casais: conheceram-se por amigos, começaram um namoro, noivaram por um tempinho só para não fugir ao protocolo, casaram, tiveram uma filho logo e lhe puseram um nome comum - Carlos - que não eram dados à criatividade dos pobres; alguns anos depois veio uma filha de nome também normal: Maria Antônia. Isso não é sinal de mediocridade, pois a experiência humana é ampla, semelhar-se em muitos aspectos aos demais mortais não desvaloriza o mérito das diferenças.
Tocavam em diante com certa tranquilidade, ele trabalhando como gerente de uma loja de calçados, ela fazendo meio expediente como coordenadora de colégio secundário. Passara dois anos afastada da função, esperando a filha crescer para poder colocá-la numa escolinha. Quando precisava passar o dia todo trabalhando chamava Claudionora, uma moça de dezessete anos que morava ao lado para cuidar dos dois filhos, pois o mais velho só tinha oito anos quando a irmã entrou na escola.
Ademais, passeavam nos fins de semana, visitavam a família, Alberto tirava domingos para os amigos e Lúcia para as amigas. Normalidade completa.

II O vaso quebrado

- Como assim você não vai jantar em casa?
- Tenho que ficar por aqui, hoje é dia de balanço.
- Terceiro dia de balanço Alberto? Três dias? Você não acha que isso é demais não?
- Mas amor… Não posso fazer nada. Tchau. Chego perto das dez. Desligou o telefone sem deixar que a mulher falasse mais nada.
- Balanço o cacete! Resmungou Lúcia sozinha.
Ela estava segura de que mentia. Na certa vadiava com os amigos e inventou esta estória de balanço para contornar. Já havia feito isso antes com outras desculpas. Três dias de balanço! Nunca tinha acontecido, nem nunca aconteceria, pelo menos assim pensava. As cenouras que cortava para engrossar sopa cortavam-se com maior energia agora.
Enquanto Lúcia remoia suas desconfianças, Maria Antônia vinha correndo pela casa empurrada pela alegria pueril. Ria sozinha ou com seus amigos imaginários; não importa. Ria daquela alegria livre dos primeiros anos. Livre das preocupações, dos preconceitos, afinal, de todas as ilusões prefixadas da maturidade. Livre da estupidez coletiva. Bela como a infância.
Esbarrou forte na mesinha de centro da sala. Havia um vaso nela. Assim que recebeu a pancada, a mesa tremeu, fazendo o vaso se precipitar e estraçalhar-se no chão. Toninha não se importou com ele; sua perna doía do choque. Agachou-se e agarrou o joelho com os olhinhos molhados, um chorinho fino de dor.
A mãe rasgou a sala esbaforida ao ouvir o barulho do vidro quebrando. Não viu o choro da menininha de pronto; antes percebeu os cacos no chão e lembrou-se de onde viera aquele vaso. Era presente de casamento da tia; era caro, viera de longe, talvez até do estrangeiro - não de Taiwan - pensava, mesmo sem nunca ter visto em que terminava o made in. Irou-se ao ver o seu presente fragmentado, recordando, ainda, que o tirara da mesinha assim que a filha começou a engatinhar pela casa, prevendo o que acontecia agora. Colocou-o de novo na esperança de que já estava grande, não causaria mais esse tipo de acidente. Mas causou, e isso a deixou furiosa. Gemia por dentro. O vaso! Não! As recordações daqueles tempos bons despedaçadas no chão! Ah! Tempos em que Alberto não mentia!
Fitou a menina com olhos de fúria silenciosa - sua… sua… -, catou-a pelo braço e a levou até um canto. Começou o espancamento.
O corpo não doía. Não tinha hematomas, nem nenhum tipo de escoriação física. Somente o coração que doía. Lúcia não batia nela. Decidira-se por não bater mais nos filhos visto que, como pedagoga, a atitude era reprovável - pelo menos era o que diziam os livros - e mesmo os momentos de ira eram incapazes de lhe fazer mudar de ideia. No fundo não achava errado. Ainda assim colocou-a num canto, forçando-a a ficar ali durante o tempo que julgava necessário, do jeito que os livros diziam que era a atitude correta para uma pedagoga e boa mãe.
Tanto faz. Qualquer castigo produz o mesmo horror. Se não se toca o corpo, apenas se evita o embrutecimento deste, mas a alma sofre da mesma forma. Toninha chorava em desespero.
Não conseguia entender o motivo da transformação da mãe. Antes, mais cedo, lhe beijara o rosto. Agora, só porque tinha machucado a perna… Ela parecia o diabo. A vermelhidão do rosto turvada pelas lágrimas que brotavam nos olhinhos infantes dava a ela as feições perfeitas de um demônio; talvez a garotinha nunca tivesse visto ou ouvido a descrição de um, mas precisa? A imagem estava lá no fundo da mente, e aquela face furiosa da mulher fazia emergir a figura aterrorizante. O medo tomou conta da menina. Onde estaria mamãe? Será que aquele bicho a tinha engolido? Chamou-a, tentando encontrá-la. Mas aquele demônio a ignorava, não dizia onde ela estava.
Queria gritar, queria correr, queria procurar pela mãe. Tentou erguer-se e fugir daquele monstro, contudo, assim que desdobrava os joelhos veio de longe a voz assustadora, que vinha com vassoura e pá na mão, ordenando que não saísse de lá. Teve mais medo. Abraçou os joelhos já esquecida da dor e encostou a cabecinha nas coxas abafando o choro. Onde estaria mamãe que não vinha salvá-la? Ficou com raiva dela por não vir.
Os cacos iam sendo postos na pá com lágrimas nos olhos. A vassoura varria lenta, como se não quisesse trabalhar. Perdiam-se dias mais felizes.
Maria Antônia continuava encostada na parede, escondendo o rosto do demônio. Deu uma olhadela para ver se a mãe havia voltado. Parecia ser ela, sim! Assomou a vontade de ir abraçá-la; mas as pernas não obedeceram ao desejo. Ainda tremia de medo.
Ela ignorava o vaso quebrado. Lúcia não fizera nenhuma menção a ele; achava que a culpa do demônio, que aparecia de vez em quando, ter vindo dessa vez era da perna machucada. Sentia vergonha, além de medo. Vergonha de ter feito sumir a própria mãe.
A campainha tocou. Lúcia despertou de sua melancolia nostálgica, passando as mãos nos olhos para enxugar o pranto descido. Despejou os caqueiros na sacola plástica. Lá se iam dias felizes. Atendeu a porta. Uma colega de trabalho a visitava.
Falaram de algumas coisas corriqueiras, vulgares, uns assuntos pendentes da escola. Caiu a conversa sobre uma das colegas, que possuía problemas com o ex-marido, e por isso agia agressiva no trabalho.
- Odeio pessoas que descontam o peso de seus problemas sobre os outros, disse a visita.
- Eu também, respondeu Lúcia convicta.
A menina já saíra do canto, ainda abalada, mas certa de que veria a mãe de novo.


III A ditadura invisível

A secretaria de educação informou às diretorias das escolas secundárias do Estado que durante o mês de agosto pelo menos quatro atividades extra-sala deveriam ser realizadas. Ao receber o informe, o diretor do colégio onde Lúcia trabalhava tratou de encarregar cada um dos coordenadores pedagógicos de propor e organizar uma dessas atividades.
Lúcia não se animou com a ideia de começo. Mais trabalho, o projeto só representava isso. Mas depois, vendo a liberdade para montar o que quisesse, ficou bastante motivada. Resolveu preparar uma palestra.
Além de ser fácil de organizar, o colóquio possuía a vantagem de lhe agradar pessoalmente. Adorava a posição de ouvinte. Relembrava épocas escolares, sentia-se aluna de novo. Escolheu como tema a Ditadura Militar.
Foi até a universidade convidar um professor mais renomado para a conversação. Apesar da convicção dos historiadores da escola de serem tão capazes quanto o convidado e a inveja de sua posição privilegiada, o chamado não chegou a gerar ciúmes, pois sabia-se da necessidade de gerar interesse nos secundaristas e alguém nunca visto por lá ajudaria muito. Também aquela subserviência descendente da vida universitária, aquele sentimento que força a admitir, mesmo sem provas, de que o portador de maiores títulos conhece mais, acalmou os ânimos. Marcou-se a data do evento.
Chegado o dia, a palestra começou sem a atenção da maioria dos alunos. Não havia auditório, então se fez um semicírculo no pátio. Os jovens conversavam espalhados pela estrutura anfiteatral e nas redondezas dela.
- É sempre assim, comentou a professora de Física ao professor de Português.
- Não sei porque ainda fazemos essas coisas pra esses vagabundos, respondeu o outro.
A pedagoga estava sentada numa das cadeiras da frente, ouvindo atenta as palavras do mestre.
Como tentativa de atrair a atenção dos colegiais, slides eram lançados num pano branco pregado na parede. Cenas daqueles tempos mais obscuros (?). Fotos dos presidentes militares, de personalidades, letras de músicas, vídeos, Pelé e sua trupe, iam passando pelo pano enquanto o historiógrafo explicava as minúcias do processo histórico. Jovens como aqueles que riam ali corriam pelas ruas enfrentando a polícia no corpo a corpo, gerando saudades em alguns mais velhos e tristeza nuns mais conscientes.
Algum silêncio tomou as bocas quando imagens mais fortes começaram a surgir. As figuras da tortura física não podiam deixar de aparecer. Terminou o colóquio sem grandes comoções, que as pessoas estão acostumadas com coisas piores.
Diferente da maioria, Lúcia impressionou-se bastante. Estava suscetível a abalos emocionais por esse tempo; carregada de desconfiança de Alberto, achando até que poderia ter uma amante, enfraquecera bastante ao sofrimento alheio. Reconhecia-se naquelas pessoas. Privadas de liberdade, sem poder dizer o que pensavam, sem poder agir da maneira que bem entendiam, viviam como ela, tomadas pelo medo da repressão, pois, que faria Alberto se lhe contasse o que sentia? Ia chamá-la de maluca, enfurecer-se e penalizá-la com a perda da estabilidade da confiança mútua. Tinha medo não de cassetetes, mas de uma ameaça tão ruim ou talvez pior que eles.
Depois dos alunos liberados, Lúcia ajudou na reorganização da escola, desfazendo o semicírculo de cadeiras. Meio-dia voltava para casa, um pouco mais tarde do que o habitual. O caminho de casa tomado com a sensibilidade tanto mais aguçada, o passo andando lento, sem vontade.
Parou a mente sem parar os passos.
Uma mulher dava palmadas numa criança. Antes, o menino corria dela, provável sua mãe, que gritava para que parasse. Ela se adiantou e conseguiu pegá-lo pelo braço a fim de começar o castigo. Foi o que Lúcia viu e dava para ouvir nos sons guturais produzidos pela algoz.
Por um instante, não viu uma criança sendo castigada pela mãe, mas um soldado espancando um jovem estudante desejoso por liberdade. O menino só queria correr, da mesma forma que os estudantes só queriam escolher, como ela só queria se expressar! A mão pesada da repressão descia sobre o lombo da criança como descia sobre o seu.
O menino chorava, pedindo clemência. Gemia, implorava, do mesmo jeito que ela gemia! Do mesmo jeito que ela implorava!
A criança contorceu-se e conseguiu escapar do aperto, correu em frente até cair no chão. Não teve tempo de se erguer com suas próprias forças; a mãe já o catava de novo pelo braço para prosseguir o espancamento. Ralou o joelho todo.
A articulação ferida fez as memórias recobrarem. Lembrou do dia e que a filha esbarrou na mesinha de centro, quebrando o seu precioso vaso. Diabo! Castigara a menina por causa da droga de um vaso. Um pedaço qualquer de vidro. Era igual aquela mulher, igual aos militares. Não havia diferença alguma entre eles. Impedindo a felicidade alheia por interesses próprios. Não impedia a filha de correr pela casa somente pelos objetos que podia quebrar? Não podia tê-los deixado em um lugar alto? Interesses egoístas: queria deixar a casa bonita. Idiotice! O castigo, a opressão; tudo igual.
Caminhou eufórica tentando escapar da culpa que se instalava. Chegar em casa logo, meter a cara no travesseiro e esquecer a maldade particular.
Um pensamento rompeu a impetuosidade da caminhada. Espere. Havia diferença sim entre ela e aqueles. Nunca tocou em nenhum dos filhos. Era uma pedagoga. Mas o choro do menino não deixou que acalmasse por muito tempo. Tanto faz.
Não podia voltar para casa agora. Não conseguiria encarar os filhos, principalmente a filha, no estado em que estava. Ligou para Claudionora e mandou que fosse para casa cuidar das crianças. Fez curva rumo à casa da mãe.
Almoçou pouco e enfurnou-se no quarto logo após. A mãe tentou saber o motivo de tamanha taciturnidade e de ter aparecido por ali no meio da semana. Lúcia respondeu que estava passando por perto, sentira uma indisposição, então resolveu descansar ali mesmo. Olhando aquela velha, lembrava dos castigos de sua infância. Por que os adultos não lembram como era horrível? O quanto odiavam os pais por aquilo? A punição gera somente ódio. As crianças perdoam, são verdadeiros anjos. Não se pode maltratar a seres celestiais. Decidiu-se por nunca mais castigar os filhos. Dormiu.
Acordou já pela noite. Tinha cansado do conflito. Levantou sonolenta, entrou no banheiro, lavou-se, despediu rápido da mãe e foi embora.
Resplandecia no rosto um brilho diferente. Decidia dar uma educação diferenciada aos filhos a partir dali. Seria uma pedagoga, mãe revolucionária. Educaria sem bater, sem punir, sem proibir, sem sufocar a beleza da infância. Mantinha-se resoluta, embora não soubesse como fazê-lo. As pernas moviam-se lépidas.
Chegou beijando a todos, alegre. Alberto perguntou sobre as causas da felicidade e ela deu a resposta curta que cabia naquele estado entorpecido. Os filhos receberam carinho especial. Passaram a noite num chamego muito grande, na cabeça materna aquele plano de vida nova.
- Boa noite.
Pousou os lábios afetuosos na testa dos dois quando os colocou para dormir, apagou a luz e saiu devagar do quarto, olhando-os, enroladinhos nos edredons cheios, fofos, que ressaltavam ainda mais a fofura das bochechas infantis. Lembrou da mãe, de quantas vezes lhe enrolara daquela mesma forma, protegendo-a do frio. “As mães devem proteger os filhos”, aprendera desde cedo nas palavras e gestos da própria genitora. A mãe deve ser uma leoa disposta a matar e morrer pela sua cria, mesmo que tenha que passar por cima da cria alheia. Cruzou o corredor e foi-se acomodar no peito do marido, que assistia, esparramado no sofá, ao jornal da noite.
Durante o dia, ocorreram três assassinatos, um acidente de carro e um afogamento, dizia o informativo. Nada perturbou a paz de Lúcia, que assistia à televisão com olhos mortos de hábito e desinteresse. Então o apresentador tomou uma expressão mais séria e triste; é que o jornal exibiria seu destaque, tão anunciado mais cedo e esperado pelo público.
Com este rosto pesado, o jornalista começou a contar o caso que estava causando alvoroço pelo país: um pedófilo havia sido descoberto. Os olhos da mãe ressuscitaram de seu distanciamento. O jornal destrinchava ao máximo a ocorrência, para melhor expor sua podridão aos famintos telespectadores. Vultos de criancinhas contando os horrores com suas vozes fininhas de inocência agredida, mães chorando, o criminoso algemado entre urros de justiça. Um espetáculo para o inconsciente popular.
Aquelas vozinhas espremeram o coração da mãe. Um horror. Se um dia aquilo acontecesse com um dos seus? Deus do céu! Melhor nem pensar.
O ser doentio molestava as crianças possuía uma oficina. Atraía as crianças dizendo que lhes ensinaria a fazer brinquedos. Sob pipas e carrinhos escondia seu crime. E as mães deixavam que os filhos fossem.
Elas não cumpriram seu papel, isto ficou certo na mente de Lúcia. As mães devem proteger os filhos. Sempre. Não foram saber quem era homem, fizeram juízo dele por cumprimentos na rua e conversas ligeiras. Nada de provas de que não era um monstro. Confiaram suas preciosidades a qualquer um.
O plano da educação ia-se desmanchando. Imagine, então, se oficina fosse ali à frente de casa, e os meninos quisessem ir. Teria de se impor, impedir que fossem. Pelo seu bem. Eles não poderiam fazer o quisessem.
A própria ditadura, não tinha sido pelo bem dos brasileiros? O Comunismo vinha, tinham de impedir. A autoridade é para proteger. O mundo é hostil. Liberdade é uma bobagem em nossos dias, precisa-se mesmo é de segurança.
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MensagemAssunto: Re: Sem título   Ter Fev 16, 2010 3:11 pm

Saquei
Fiquei imaginando, se aqui fosse um blog que um amigo meu criou certa vez junto com um jornal esse texto seria altamente rejeitado, linchado por todo mundo, e o site também promovia liberdade de expressão, mas todos os textos pareciam estranhamente iguais. O negócio é que os caras seguiam cegamente a ideologia comunista.

Engraçado.
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hugosalomao
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MensagemAssunto: Re: Sem título   Sab Mar 06, 2010 4:12 pm

freud diria que o pedófilo é pedófilo pq foi oprimido pelos seus pais...

ei, o que há de tão errado na pedofilia?[considerando nao estuprativa]
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Heitor
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MensagemAssunto: Re: Sem título   Seg Mar 08, 2010 6:24 pm

kkk estrupativa é "foda"



não havia pensado nisso.
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MensagemAssunto: Re: Sem título   

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