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 Uma bela garota que acreditou ser feia

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hugosalomao
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MensagemAssunto: Uma bela garota que acreditou ser feia   Ter Ago 03, 2010 11:39 pm

<Alberto>

Era a segunda vez que tocava, mas era claro que ela não iria atender, depois de tudo que ele havia feito não tardou que ela desse com o dedo no botão vermelho do celular.

<Alberto>

Mas que cara chato, e aquele nome no display trazia à memória tanta coisa, lembranças boas e ruins, que se confundiam na cabeça de Tina.
Eles haviam namorado não mais que seis meses, longuíssimos seis meses, nos quais Tina em toda sua adolescência experimentara mais diversidade de experiências do que vivera até então.
Sim, Alberto ainda batia em seu coração, mas batia aos socos, como os que Tina desferia contra o colchão enquanto seu celular tocava, numa tentativa desesperada de fugir das contradições que agora permeavam sua mente, paixão e ódio misturavam-se vertiginosamente. "Eu quero morrer" pensou ela, pensou em forma de grito, (O que seria dela se a mãe descobrisse tanta fraqueza, sua mãe que tanto ensinou, desde a infância, a não sofrer por homem nenhum...)mas como queria gritar.
Foi então que decidiu dormir, com uma mão pegou o celular com a outra abriu a gaveta do criado-mudo, cego e surdo. Foi então que num gesto rápido jogou o celular no fundo da gaveta, ainda a tocar, e tirou comprimidos para dormir que roubara de seu avô. Dormiu como num desmaio.

Acordou não se sabe quanto tempo depois, com aquele gosto na boca que pede um creme dental.
No pensamento, ainda lento, sentia um frio abraçar-lhe.
Ao chegar no banheiro do quarto paralisou na frente do espelho, viu-se feia, maquiagem torta, cabelo assanhado, olhos inchados, aquele mal hálito, tanta coisa, até ignorara aquela espinha que tanto perturbou na noite de ontem. Tudo somava-lhe, não conseguia ver nada sequer humano, quanto mais de belo em si mesma, era a garota mais feia do mundo. "Bobagem!" era o que dizia Alberto quando ela vinha com esta conversa, ele nunca se incomodara com aparência, elogiava sua fisionomia na mais diversa situação, muito mentiroso deveria ser ele, pois a garota com que ele estava aos beijos naquele vídeo era digna de filme de ação americano.

Fugiu do espelho e voltou para a cama, queria dormir de novo, queria morrer mais um pouco, para terminar de esquecê-lo, contudo não havia sono, e ela não quis arriscar-se em mais um comprimido. Apenas enfiou a cabeça debaixo do travesseiro enquanto abraçava seu amigo de pelúcia. Procurava pensar em outros garotos, e por vários minutos passaram diversos nomes por sua cabeça, milhares de qualidades e defeitos. Pedro, Tiago, Guilherme, ..., quem sabe no fundo alguns deles também não se incomodassem com sua feiura, certos até a achavam bela, ao menos já ouvira falar.
Entretanto, eram tantas as possibilidades de um estranho a fazer feliz que ela aos poucos superava sua paixão por Alberto, e o que era uma contradição agora se tornava desprezo, afinal, ele a esta altura deve estar com a outra, tomando um sorvete, ou no cinema, ou até mesmo no quarto daquela vadia...

Decidiu então ligar para Júlia para saírem à noite. Mas quando abriu a gaveta:

<59 chamadas não atendidas>

e depois de alguns segundos voltava como um furacão aquele nome a vibrar na sua mão.

<Alberto>

seu polegar passeava por todas as opções de botão, era como se ela desse ao seu dedo toda a responsabilidade da ação. Mas ele hesitava, um dedo é só um dedo, ela precisaria tomar um decisão, e esta custou a vir... nesse ínterim o celular parou de tocar.

<60 chamadas não atendidas>

Pôs-se então a digitar o telefone de Júlia, mas antes de comandar a chamada é interrompida por aquele nome, que ainda provocava coraçõezinhos pela tela.
irritada com a interrupção e tomada pela fúria comum dos covardes ela lança o celular ao chão, fazendo a bateira saltar fora junto à tampa traseira do aparelho.
Olhou para as mãos e arrependeu-se do ato. Disse: Foda-se! Entregou então a decisão ao destino, se ele ligasse mais uma vez, era por que realmente estava arrependido ou teria uma explicação plausível, ao menos ainda deveria se importar muito com ela, será que ele a amava tanto assim? Repôs a bateria, ligou-o, não tardou para que viesse a sexagésima segunda, e como em deja vu ela paralisou insólita. Realmente o destino nada significa em nossa vida, somos nós que tomamos as decisões, pois agora seu dedo ainda passeava pelo teclado do aparelho...
-Alberto?
-Me Perdoa?
-Sim...
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João Barbosa



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MensagemAssunto: Re: Uma bela garota que acreditou ser feia   Seg Ago 09, 2010 2:15 pm


Pareceu coisa minha...
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